Indústria brasileira se prepara para atender às necessidades da PPP de iluminação pública.

Informações geradas pela Associação Brasileira da Indústria de iluminação (Abilux), relativas às indústrias instaladas no Brasil que fabricam produtos com tecnologia LED para a iluminação pública indicam que essas empresas estão preparadas para atender às necessidades dos municípios brasileiros que começam a se movimentar no sentido de substituir as tradicionais instalações por outras, modernas. A nova tecnologia proporciona redução no consumo de energia elétrica da ordem de 50%.

Hoje, mais de 10 indústrias associadas à Entidade produzem localmente essas luminárias (com tecnologia LED) e outras tantas estão adequando suas instalações. Os investimentos aportados em equipamentos para capacitá-las a fabricar esses produtos foram da ordem de R$20 milhões.

A Abilux chama a atenção, especialmente para a PPP de Iluminação Pública da cidade de São Paulo que, em seu primeiro edital, não incluiu cláusulas que salvaguardassem a aquisição de produtos com tecnologia LED fabricados no Brasil.  Um novo edital está em elaboração e nele a expectativa é de que haja menção à aquisição de produtos fabricados no território brasileiro, pois caso contrário, perderão a indústria e o País pois a produção no Brasil destes equipamentos (luminárias, postes e telegestão) contribuirá com a redução de US$430 milhões em importações além da manutenção de cerca de mais de mil empregos.

O não apoio ao fornecimento local coloca ainda em jogo a consolidação da absorção de tecnologia nas indústrias aqui instaladas e o seu desenvolvimento tecnológico (já em curso) e os por vir.

É comum em outros países que as Prefeituras deem preferência aos produtos localmente fabricados. A prefeitura de Buenos Aires (Argentina) em recente projeto de substituição de 170 mil pontos com luminárias LED exigiu que os produtos fossem localmente fabricados e a empresa ganhadora atendeu às exigências. Medidas semelhantes são observadas no Canadá, EUA e China. O resultado são investimentos em indústrias, desenvolvimento tecnológico e geração de empregos.


Tecnologia LiFi: internet 100 vezes mais rápida a caminho

A popular tecnologia de transmissão de dados sem fio WiFi está com um concorrente nos calcanhares. Isto é o que indicam os primeiros testes de uma nova tecnologia, chamada de LiFi, que consegue transmitir 1Gbit de dados por segundo.

Isto representa uma velocidade 100 vezes maior que o atual WiFi. E pode ficar ainda mais rápido: a empresa de tecnologia Estonia Velmenni, que realiza estes experimentos, afirma que testes realizados em laboratórios na Universidade de Oxford alcançaram 22GB por segundo. E isto pode aumentar conforme os pesquisadores comecem a tirar proveito do laser branco.

A tecnologia Li-Fi, abreviação para Light Fidelity usa ondas de luz para a transmissão, empregando diodos emissores de luz (LEDs). “Criamos uma solução de iluminação inteligente para uma área industrial na qual a comunicação de dados se realiza através da luz. Também estamos fazendo um projeto-piloto, criando uma rede de LiFi para acessar a internet no escritório,” disse Deepak Solanki, diretor-geral da Velmenni.

Transmissão de dados com luz

O criador desta tecnologia, o cientista Harald Haas, da Universidade de Edimburgo, demonstrou que com apenas um LED é possível transmitir mais dados do que com uma antena de telefonia.

O LiFi permite que uma lâmpada tenha duas funcionalidades: iluminar e garantir a conectividade com o roteador.

A tecnologia foi apresentada em 2012, na feira Consumer Eletronics Show, evento internacional com tecnologias para consumo, em Las Vegas. Em uma demonstração, dois celulares a uma distância de 10m trocaram dados entre si através da variação da intensidade da luz de suas telas.

Demonstrou-se, também, que o LiFi é mais seguro que o WiFi e não interfere com outros sistemas, mas que poderia ser usado sem problemas em um avião, por exemplo.

Mas há um inconveniente: a luz não consegue atravessar paredes, por isso o novo sistema não deverá substituir o WiFi por completo. Ambas as tecnologias poderão ser usadas em conjunto para criar redes mais seguras e rápidas.

Rumo ao mercado

Pesquisadores e empresas estão trabalhando na adaptação dos atuais dispositivos, para que sejam compatíveis com a LiFi. A PureLifi, empresa criada por Haas e sua equipe, oferece um aplicativo para um acesso sem fio seguro. A empresa francesa de tecnologia Oledcomm está instalando o seu próprio sistema de LiFi em hospitais.

Ao mesmo tempo, empresas como Samsung, LG e outras fabricantes de dispositivos eletrônicos estão interessadas em criar smartphones com sensores de luz LiFi.


LED ainda necessita de saída para reciclagem

Apesar da grande campanha feita pelos defensores da eficiência energética para o uso do LED, uma importante questão ainda paira no setor, pois, ainda não existe tecnologia para lidar com o LED no final de sua vida útil. Especialistas ainda estudam a possibilidade de reciclá-los enquanto, no momento, a única saída é armazená-los.

Devido a mistura de materiais valiosos encontrados dentro do LED, como diodos emissores de luz (feitos de semicondutores, sobretudo, índio e gálio), e uma série de elementos de terras raras, como európio ou térbio, misturados ao fósforo a reciclagem desse material se torna inviável, pois ainda não existe tal tecnologia que possa separar esses materiais.

Segundo especialistas, para separar e reciclar de forma eficiente todos os componentes de uma lâmpada LED é necessária uma abordagem que produza grandes quantidades de semicondutores e materiais de fósforo.

Estudiosos vêm testando uma técnica chamada de “eletrocominuição”, que permite desmontar as lâmpadas LED nas suas partes constituintes sem destruir os próprios LEDs. As ondas de choque são criadas por pulsos elétricos em um meio líquido onde as lâmpadas são mergulhadas. A eletrocominuição separa os componentes individuais conforme eles vão se quebrando, cada um em seu ponto de ruptura específico.


Luz é fotografada como partícula e onda ao mesmo tempo

Redação do Site Inovação Tecnológica -  03/03/2015

Luz é fotografada como partícula e onda pela primeira vez
Fotografia “espaço-energética” da luz confinada em um nanofio, mostrando simultaneamente a interferência espacial (aspecto onda) e a quantização de energia (aspecto partícula) de um fóton. [Imagem: Fabrizio Carbone/EPFL]

Dualidade

Diversas técnicas já permitiram a observação dos fótons como partículas ou seu comportamento como ondas, inclusive em escala macroscópica.

Contudo, embora muitos hoje considerem que a função de onda seja uma entidade real, até agora não tinha sido possível visualizar um fóton como partícula e como onda ao mesmo tempo.

Foi justamente isto que afirmam ter feito Luca Piazza e seus colegas da Escola Politécnica Federal de Lausanne, na Suíça.

Foto de um fóton

Embora traçar a onda equivalente a uma partícula não represente um problema insolúvel, fazer uma fotografia é outra coisa. Por exemplo, são necessários fótons para gerar uma imagem: então, como fotografar um fóton?

Piazza deu um jeito nisto idealizando um experimento no qual são usados elétrons para fazer as imagens dos fótons.

Quando um pulso de laser é disparado sobre um nanofio, o laser adiciona energia às partículas carregadas, fazendo-as vibrar e se movimentar, com os fótons podendo viajar em sentidos opostos nesse nanofio. Mas, quando se chocam, eles formam uma nova onda que se comporta como se nunca saísse do lugar – este é um dos fundamentos da plasmônica.

Essa “onda estacionária” é a musa que posou para a fotografia feita pelos pesquisadores.

Fóton como partícula e como onda

O truque consistiu em disparar uma corrente de elétrons próximo ao nanofio. Conforme os elétrons interagem com a “onda-musa de luz”, eles podem ter sua velocidade aumentada ou reduzida.

Usando um microscópio ultrarrápido, a equipe suíça detectou o ponto exato no espaço onde essa mudança de velocidade ocorria. Com elétrons suficientes para fazer o contorno todo, eles conseguiram “visualizar” a onda estacionária, cuja existência demonstra a natureza de onda da luz.

Ocorre que, quando os elétrons atingem o fóton – a onda estacionária – sua alteração de velocidade ocorre mediante uma troca de pacotes de energia (quanta) entre os elétrons e os fótons. Detectando esses pacotes de energia os pesquisadores puderam também fazer uma imagem do fóton como partícula.

Luz é fotografada como partícula e onda pela primeira vez

Ilustração do experimento que fotografou a luz como partícula e como onda ao mesmo tempo. [Imagem: Fabrizio Carbone/EPFL]

Filme da mecânica quântica

“Este experimento demonstra que, pela primeira vez, nós podemos filmar a mecânica quântica – e sua natureza paradoxal – diretamente,” disse o professor Fabrizio Carbone, coordenador da equipe.

O pesquisador afirma que o experimento poderá ajudar no desenvolvimento de novas tecnologias.

“Essa capacidade de fotografar e controlar fenômenos quânticos em escala nanométrica abre uma nova rota rumo à computação quântica,” disse ele.


Brilia participa de obra interativa em prédio na Avenida Paulista

Projeto do arquiteto Guto Requena convida público para tirar selfie e projetá-la na fachada do edifício da Fiesp

Até o dia 13/12, quem passar em frente ao icônico prédio da Fiesp, na Avenida Paulista, pode conferir a maior galeria de arte digital em LED a céu aberto da América Latina, com obras de nove artistas que mexem com a percepção do público. Destaque para o projeto “Eu estou”, de Guto Requena, que conta com a parceria da Brilia no fornecimento de soluções em LED.

Tecnológica, a obra é um misto de mobiliário urbano interativo e fachada responsiva, capaz de captar selfies e emoções das pessoas para construir um banco de dados em tempo real em grande escala.

A Brilia, sempre engajada em projetos que mostrem o poder transformador da luz, foi responsável pelo fornecimento de fitas de LED Ultra 1300 e drivers para iluminação do totem interativo. Para garantir uma iluminação difusa e intensa, as fitas foram instaladas dentro de perfis de alumínio extrudado com difusores de policarbonato leitoso.

Segundo Guto Requena, a obra coleta os sentimentos do ser humano: feliz, triste, surpreso, com medo, com raiva e amando.  “A gente pergunta como as pessoas estão, elas sentam no banco e tiram uma fotografia que é coletada e transmitida na fachada interativa. A Brilia nos forneceu as lâmpadas para o mobiliário e nossa parceria foi fundamental, já que é a luz que dá vida ao projeto”, afirma.


« Previous Entries

Powered by Wordpress | Designed by Elegant Themes