A certificação não vale para todo tipo de LED

Desde julho deste ano, só podem ser comercializadas com certificação do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), lâmpadas LED com reator integrado à base que permite serem ligadas diretamente na rede elétrica.

A medida visa garantir a qualidade do produto e retirar do mercado marcas com baixa eficiência e sem garantia, que tem apenas como apelo o baixo preço. “A certificação garante ao consumidor que o produto está em conformidade com padrões específicos de segurança, desempenho e qualidade e pressupõe um elevado investimento da indústria para atendê-lo”, explica o vice-presidente da empresa Lâmpadas Golden, Alexandre Cricci.

Com esta iniciativa, fica assegurada a retirada do mercado de LED de baixa qualidade técnica e que pode, por exemplo, causar danos a equipamentos eletrônicos ou apresentar baixa eficiência energética.

Todos os produtos certificados devem trazer nas embalagens o selo de identificação do Inmetro com o número de registro.

O fabricante ou importador é obrigado também a informar a potência (W), a eficiência luminosa (lm) temperatura de cor (K) e eficiência luminosa (lm/W).

Outra informação exigida pela certificação é a demonstração do comparativo de equivalência da potência do LED em relação à incandescente e à fluorescente.

A embalagem deve trazer ainda a identificação do fabricante ou importador e o número do registro, dados estes que podem ser consultados no site do Inmetro. Com isso, as marcas que não trazem estas informações nem serviço de atendimento ao cliente estão com a credibilidade posta em cheque.

Todo LED certificado deve exibir ainda o selo Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (Ence), que atesta o nível mínimo de eficiência. Só que neste caso, não existe a classificação por letras.

A obrigatoriedade da certificação é válida para os modelos LED A60, GU10, GU5, PAR 20, PAR 30, PAR 38, Tubular HO, Tubular, Vela, Bolinha, Alta Potência, G9, AR70 e AR111.

Por enquanto, as luminárias mais utilizadas em residências, como painéis, spots e refletores não têm certificação. Para evitar comprar produtos de baixa qualidade ou que possam colocar em risco a segurança de sua casa, a Golden recomenda atenção na hora da compra. “Desconfie de produtos baratos, que não apresentem informação em português, que não tenham o registro do fabricante e, principalmente, que não tenham um contato de atendimento ao cliente”, orienta Cricci.

Por fim, o executivo recomenda sempre verificar se existe um telefone do SAC, afinal este é o principal canal de comunicação com a empresa para garantir a troca por defeito, conforme as normas do Código do Consumidor.

Comments are closed.

Powered by Wordpress | Designed by Elegant Themes