Lâmpadas Golden estuda abertura de capital

A Lâmpadas Golden, que completou 25 anos de vida, estuda a abertura de capital e fazer uma joint venture, com transferência de tecnologia chinesa para o Brasil para fabricar em território nacional o modelo LED A60 e luminárias para iluminação pública.

“Há anos estudamos dar este passo de ter uma unidade fabril no Brasil, mas a falta de incentivo por parte do governo sempre foi um obstáculo”, explica o CEO da Golden, Álvaro Diniz.

A empresa, que triplicou de tamanho em 10 anos, vive um momento estratégico e projeta um salto de crescimento para chegar a 2017 como a marca número um em LED do país. O nicho representa 25% do volume de vendas da empresa e está atrás das lâmpadas eletrônicas que têm 65%. Mas estes índices deverão se equiparar em um ano.   O número de lâmpadas LED vendido no país saltou de 4 milhões de unidades em 2011 para 25 milhões em 2014, mas ainda representa menos de 5% do total consumido.

A potencialidade do LED foi reforçada com a retirada das incandescentes do mercado. E, não por acaso, a Golden aposta no modelo A60 que é o equivalente à incandescente de 60W e até então, o produto mais consumido pelos lares brasileiros. A mudança de comportamento do consumidor tem aumentado o giro do LED no varejo e mudado o quadro nas vendas de lâmpadas.

Além de aproveitar esta oportunidade, a Golden aposta que o mercado de iluminação brasileiro sofrerá grandes mudanças nos próximos dois anos com a certificação dos produtos LED, que começou a valer em dezembro e encerrará o período de concorrência desleal. Com isso, sairá ganhando quem apostou na qualidade. Segundo o executivo, “com a elevação do preço do dólar e a popularização do LED, achamos que é chegado o momento de oferecermos produtos a preços mais competitivos”. Embora a maior parte dos insumos da cadeia de iluminação seja importada, a nacionalização da produção ajudará a estratégia da Golden de ocupar um lugar de destaque neste cenário.

A empresa também acredita na maior capilarização de clientes fora do país. Atualmente, a exportação representa cerca de 1,5% do volume total de vendas da Golden, com meta de chegar a 15% no prazo de dois anos. Os principais mercados são países latino-americanos e africanos.

Outro mercado que a Golden tem como foco é o de produtos para iluminação pública. Como as redes de financiamento devem favorecer o índice de nacionalização dos produtos para participação em licitação, a indústria deve estar atenta a este fator no momento em que as prefeituras estão modernizando seus parques de iluminação para dar mais sustentabilidade e eficiência.

Para Diniz, a crise não é um obstáculo. Aliás, coloca-se como momento de “aproveitar as oportunidades que nela se encontram para ter a coragem de investir e ganhar lá na frente”, finaliza.


Ilume ilumina 20 mil pontos com tecnologia LED

Das 618 mil lâmpadas que compõem o parque luminotécnico da cidade de São Paulo (SP), quase 20 mil são LED, das quais quase a metade (9.074 unidades) foram instaladas nos dois últimos anos. Essa tecnologia, que consome, em média, 50% menos energia em relação a outros tipos de lâmpadas, além de clarear mais, daqui a cinco anos deverá ser vista em toda a cidade.

A parceria público-privada de modernização da rede de iluminação pública do município de São Paulo funcionará assim: no primeiro ano, deverá trocar 10% das luminárias por LED e ampliar o parque em 70 mil pontos de iluminação; nos quatro anos seguintes, substituir 22% das luminárias anualmente até completar o parque, além de ampliá-lo em 5% por período para fazer frente ao crescimento da demanda, que é constante.

Enquanto isso, a Secretaria de Serviços, por meio do Departamento de Iluminação Pública (Ilume), continua colocando em ação o seu programa de remodelação. Iniciado em 2013, o programa que prevê a substituição de lâmpadas com baixo potencial luminotécnico por outras mais eficientes já substituiu mais de 255 mil lâmpadas, ou cerca de 40% de todo o parque. O objetivo é contribuir com a segurança urbana, qualificar os espaços públicos e levar qualidade de vida aos munícipes.

Parte importante dessa ação, que já levou iluminação por meio de LED a pontos como Avenida 23 de Maio, Marginal Pinheiros, baixos do Elevado Costa e Silva (Minhocão) e Viaduto do Chá, é o programa “LED nos bairros”. Por meio dele, já foram beneficiadas duas comunidades: Heliópolis, com 1.277 luminárias (primeiro bairro da América Latina a contar com essa tecnologia), e Jardim Monte Azul, com 546 luminárias.

Até o final do semestre, a meta é instalar outras 55 mil unidades LED em bairros de sete distritos: Brasilândia (9.400 unidades); Jardim Ângela (10.100); Jardim Helena (5.900); Lajeado (6.800); Pedreira (6.300); Raposo Tavares (5.300) e; Sapopemba (11.300). O valor aproximado do investimento é de R$200 milhões.


Lutron impulsiona operações no País

A Lutron Electronics, empresa de soluções de controle de iluminação natural e artificial, manterá sua estratégia e apresentará as suas inovações durante 2016, ano de grandes desafios para a indústria de automação residencial e de iluminação. No Brasil, a Lutron atualmente está em fase de rápida expansão das suas operações. O escritório regional está sediado em São Paulo (SP), e o impulso dado às operações no Brasil marca um forte compromisso com a ampliação e consolidação da sua presença na América Latina.

“Em 2016 a Lutron estará presente em diferentes eventos em todo o mundo com produtos-chave e inovadores, como o Grafik T”, diz Pedro Polo, diretor-geral da Lutron no Brasil. Hoje, a Lutron possui mais de duas mil patentes e fabrica mais de 15 mil produtos, incluindo a invenção do primeiro dimmer.

Neste ano a Lutron estará presente nos seguintes eventos:

ISE Amsterdam: Feira que se tornou um ponto de referência para o setor de audiovisual e integração de controle de iluminação, reunindo anualmente cerca de 60 mil visitantes.

Light & Building: Evento dedicado ao mundo da iluminação. Visitantes e expositores poderão observar na feira localizada em Frankfurt, Alemanha, uma grande variedade de inovações que existem no mundo da iluminação.

A América Latina terá grande importância para a Lutron neste ano. Na região, a empresa participará dos seguintes eventos:

Light Fair: O evento mais importante para os profissionais de iluminação da América, oferecendo um local em que conhecedores de diversas disciplinas possam se unir para explorar as melhores práticas em torno da iluminação.

CEDIA: Exposição dedicada a eletrônicos de consumo, mostrando as melhores formas de capacitação para que participantes e expositores se tornem especialistas em uma vida hiper-conectada.

ELA y Feria Digital: Tem como objetivo ser uma experiência única no México, onde o visitante poderá conhecer em primeira mão os mais recentes desenvolvimentos e inovações do setor.

V Congresso Ciuree de Gestão e Eficiência Energética: Cartagena, na Colômbia, receberá este importante evento sobre eficiência e gestão energética.

LED Forum: São Paulo será o lugar que coleta e aprofunda novas questões e tendências relacionadas com as tecnologias de iluminação. A Lutron é uma das patrocinadoras do evento.

A Lutron também participará do Encontro Ibero-Americano de Lighting Design e patrocinará o Illuminating Engineering Society México.


Sylvania anuncia fusão com empresa asiática

A Feilo Acoustic Limited (Feilo) assinou um acordo de compra de 80% da empresa de iluminação Sylvania, até agora controlada pela Havells. A transação deverá ser concluída durante o primeiro trimestre de 2016. As operações do Brasil, Chile, Tailândia e Estados Unidos, que estão em pleno crescimento, entrarão na segunda etapa da negociação. A Feilo é originária de Shanghai e desenvolve produtos de iluminação para uso doméstico, comercial e industrial. Ao firmar o acordo de compra da Sylvania, foi consolidada uma relação que já existe há vários anos através de uma joint venture com a Havells India.

Tiago Pereira de Queiroz, CEO da Sylvania para a América Central, Caribe, Brasil e os EUA, afirmou que o modelo de negócio da empresa continuará tal qual e como vem se desenvolvendo até o momento, com uma perspectiva positiva para a continuidade dos planos de expansão regional da empresa, introduzindo novas verticais de negócios com foco na área de projetos e governamental, as quais serão apoiadas pelo projeto de uma nova fábrica no modelo da zona Franca. “Com esta união nos fortaleceremos, pois se trata de um sócio que chega para trazer investimento, produção e expertise no negócio”, considerou o executivo.

A combinação da Feilo e da Sylvania cria uma potência mundial em iluminação e a possibilidade de novas aquisições, com benefícios diretos para os clientes: ampliação da oferta de produtos, aumento da força financeira e maior enfoque na tecnologia e no design. A partir da fusão, novos produtos serão somados ao portfólio da Sylvania, como painéis solares, baterias, cabos de alimentação, controles de iluminação, iluminação pública etc.

“A operação latino-americana, com um de seus centros localizado em San José, Costa Rica, continua sendo uma operação modelo através da qual são desenvolvidos os produtos “taylor made” e criadas diretrizes corporativas em design, finanças, logística, marketing, branding, entre outros. Com a fusão, este grupo tende a ganhar cada vez mais força no processo de posicionamento da nossa marca”, disse Pereira de Queiroz.

A compra por parte da transnacional Feilo, que por sua vez faz parte do grupo INESA, foi de 80% das operações da Sylvania. As operações do Brasil, Chile, Tailândia e Estados Unidos serão incluídas em uma segunda etapa, em um período entre 12 a 36 meses.

Ambas as partes deixaram claro que as negociações serão mantidas e que trabalharão conjuntamente em sintonia para garantir uma fusão bem-sucedida e criar assim uma das maiores empresas do segmento de iluminação mundial.

Pereira de Queiroz confirma que os novos sócios trazem consigo um impulso para o desenvolvimento do negócio predizendo assim uma perspectiva positiva com grandes vantagens para o investimento, o crescimento da produção e da competitividade de todos os produtos da Sylvania, bem como para a introdução de novas soluções nos mercados locais de cada país.

No ano de 2007, a companhia Havells India adquiriu a Sylvania por meio de sua subsidiária Havells Holanda. Agora, a Sylvania faz parte da Feilo Acoustic Limited, formando uma das maiores potências mundiais no negócio de iluminação e energia.


Certificação LED já está valendo!

A certificação do LED começou a valer desde o último mês de dezembro, mas engana-se quem pensa que vai resolver de imediato o problema dos produtos de baixa qualidade que assolam o mercado e da falta de transparência nas informações ao consumidor. Esta é a avaliação do diretor executivo da Lâmpadas Golden, Álvaro Diniz.

Isto porque, desde 13 de dezembro de 2015, as lâmpadas fabricadas e importadas devem estar de acordo com os requisitos, porém, comércio tem até 13 de setembro de 2017 para vender todo o seu estoque de lâmpadas LED não certificadas. “Como consequência, muitos importadores devem fazer estoque de produtos sem certificado e com baixo custo”, conforme Diniz.

Quanto aos testes, de acordo com o INMETRO, eles devem ser feitos apenas em laboratórios credenciados. Neste espaço de tempo, as empresas terão apenas três laboratórios para atender a demanda de testes de centenas de importadores, o que não é simples, pois envolve diversos equipamentos e tem duração mínima de 3000 horas de ensaios de vida – totalizando, aproximadamente, quatro meses. Portanto, não é de se estranhar o possível desabastecimento de produtos de qualidade no mercado. Além disso, os pequenos importadores, que representam uma boa fatia do mercado hoje, não têm estruturas de engenharia e financeira suficientes para se adequar à norma.

Empresas consolidadas no mercado e que apostam na qualidade de seus produtos já estão com os processos de certificação em andamento. É o caso da Lâmpadas Golden, que já tem 100% dos seus produtos aprovados em testes iniciais faltando, apenas, a conclusão dos ensaios após 3000 horas de sazonamento, explica o executivo. Diniz também afirma que a norma brasileira é uma das mais rígidas do mundo, pois combinou aspectos da norma europeia (Compatibilidade Eletro Magnética) com as altas exigências de vida e performance da norma americana (25.000 horas de vida e baixa depreciação lumínica).

Ao que se refere às embalagens, a certificação determina que devem trazer, além do selo do Inmetro corretamente aplicado, a equivalência às lâmpadas incandescentes e fluorescentes devidamente descritas. Enquanto a norma não está em pleno funcionamento, Diniz orienta o consumidor a estar atento às informações para não ser enganado. “Compare o fluxo luminoso e escolha modelos que possuam um número de lúmens aproximado. Não se deixe enganar por marcas que prometem um grau de equivalência melhor, mas com luminosidade diferente. Lembre-se que potência não é luz, mas consumo”, finaliza o executivo.


Jardim Monte Azul é o segundo bairro totalmente iluminado por LED

Foto: Leon Rodrigues/SECOM

Localizado na região da Subprefeitura de M’Boi Mirim, Zona Sul, o Jardim Monte Azul é o segundo bairro de São Paulo a ser totalmente iluminado por lâmpadas LED – o primeiro foi Heliópolis, contemplado com 1.277 luminárias.

Composta por 546 luminárias distribuídas em 70 logradouros (ruas, escadões, avenidas, praças e vielas), numa extensão de 10 quilômetros, a nova iluminação foi entregue nesta quarta-feira (06/01), em cerimônia que contou com as presenças do prefeito Fernando Haddad, da vice prefeita Nádia Campeão, do subprefeito de M’Boi Mirim, Nerilton Antônio do Amaral, de Simão Pedro, secretário de Serviços e de lideranças locais.

Foto: Leon Rodrigues/SECOM

A obra, que foi iniciada em 14 de dezembro e consumiu investimentos de R$ 2,478 milhões, faz parte do programa “LED nos Bairros”, que prevê implantar até o final deste semestre outras 55 mil unidades em sete distritos.

“Somos de uma comunidade que luta todos os dias para se tornar mais alegre. Nos últimos três anos, a prefeitura tem realizado uma série de benfeitorias em nossa região, e hoje, com a nova iluminação, ela trouxe mais vida aos seus moradores”, enfatizou Cláudio Aparecido da Silva, coordenador geral de Políticas para Juventude da Secretaria de Direitos Humanos.

“Quando se fala em LED, constata-se que está sendo promovida uma revolução na cidade, daí estarmos orgulhosos de receber esse tipo de iluminação. Mais do que iluminar melhor, ela proporciona mais qualidade de vida, mais valorização para o bairro”, ressaltou o subprefeito Nerilton Antônio do Amaral. “Um impacto muito grande, pois aumentou a sensação de segurança”, completou Eva Martins Castro, representante dos moradores do Jardim Monte Azul.

O secretário Simão Pedro destacou que a nova iluminação “não é um presente que caiu do céu, e sim o resultado de uma conquista de muita luta da comunidade”. Ao citar os benefícios que as lâmpadas de LED proporcionam –redução de até 50% no consumo de energia elétrica e maior iluminância, fatores que contribuem para a preservação do meio ambiente-, ele lembrou que nos últimos três anos, a pasta que comanda, por meio do Departamento de Iluminação Pública (Ilume), remodelou (substituiu unidades de vapor de sódio e de mercúrio por outras mais potentes, caso específico das de LED) mais de 255 mil unidades, e ampliou o parque luminotécnico em 51,5 mil lâmpadas.

Foto: Mariana Fiori/Ilume

Em seu discurso, o prefeito Fernando Haddad disse que a escolha do Jardim Monte Azul levou em consideração os indicadores de criminalidade. “Sabemos que a segurança pública é uma atividade do Estado, mas podemos contribuir para que a população, principalmente as mulheres, ande com mais tranquilidade durante a noite com uma iluminação mais eficiente, que permite que elas possam reconhecer as pessoas à distância”, disse.

Ainda segundo o prefeito, a iluminação por meio de LEDs em bairros inteiros é como se fosse ter uma cidade mais segura à noite dentro da própria cidade. “E isso é vida”, enfatizou, ao lembrar que nos próximos cinco anos, por conta de parceria público-privada para o setor, todo o município contará com essa tecnologia.

Também estiveram presentes ao acontecimento Eduardo Suplicy, secretário de Direitos Humanos e Cidadania, Dulce Xavier, secretária-adjunta de Política para Mulheres, e José Alberto Serra, diretor do Ilume.

Próximos passos – Até o final de junho, outros sete bairros – Brasilândia (9.400 unidades), Jardim Ângela (10.100), Jardim Helena (5.900), Lajeado (6.800), Pedreira (6.300),Raposo Tavares (5.300) e Sapopemba (11.300)- também serão contemplados com iluminação por meio de LEDs, num total aproximado de R$ 200 milhões de investimentos.

PPP – Em breve deverá ser conhecido o vencedor da licitação da parceria público-privada, que terá como missão a modernização, otimização, expansão, operação, manutenção e controle remoto e em tempo real da infraestrutura da rede de iluminação pública do município de São Paulo, composta por 618 mil luminárias.

Nos primeiros cinco anos da parceria, o vencedor da concorrência terá que investir anualmente R$ 1,7 bilhão para trocar, já no primeiro ano, 10% das luminárias da cidade por LED, além de ampliar o atual parque em mais 70 mil pontos de iluminação. Nos quatro anos seguintes, terá de trocar 22% das luminárias por ano até completar o parque, além de fazer a ampliação de mais 5% por ano para fazer frente ao crescimento da demanda, que é constante.


« Previous Entries Next Entries »

Powered by Wordpress | Designed by Elegant Themes