SP terá mais de 715 mil lâmpadas de LED com PPP da iluminação pública

Edital será publicado nesta quinta e concessão será de 20 anos.

Tempo para troca de lâmpada queimada diminuirá em um terço.

Tatiana Santiago Do G1 São Paulo

A cidade de São Paulo vai conceder à iniciativa privada toda a gestão e renovação do sistema de iluminação pública de vias e de espaços públicos. O modelo escolhido pela gestão do prefeito Fernando Haddad (PT) é o da parceria público-privada (PPP).

A concessão terá prazo de 20 anos e não foram divulgadas estimativas do custo. A previsão é que, nos cinco primeiros anos, a empresa troque todas as lâmpadas de vapor de sódio ou mercúrio, com coloração amarela, por lâmpadas de LED, com luz branca. Na sequência, precisará expandir os pontos de iluminição até que a cidade alcance, em 2035, 715.500 lâmpadas de LED instaladas.

O edital será lançado na quinta-feira (23) no “Diário Oficial da Cidade”. A modalidade de licitação será de concessão internacional. A concessionária campeã será aquela que apresentar menor preço pela prestação do serviço.

Expansão do sistema
O edital prevê a substituição de 620 mil lâmpadas na cidade, além da criação de 76 mil novos pontos de luz em até cinco anos.

A partir do sexto ano, deverão ser implantados 1.300 pontos de iluminação por ano até o fim do contrato. Desta forma, em 2035, São Paulo deve ter pelo menos 715.500 lâmpadas de LED.

Segundo Haddad, a PPP permitirá um grande ganho energético da cidade e a previsão é que uma pequena termoelétrica poderia ser desligada somente com a economia gerada na cidade.

Se todo o país seguir esse exemplo e trocar suas lâmpadas por LED, todo o país economizar 50% dos custos com iluminação pública, teremos um impacto bastante considerável”
Fernando Haddad,
prefeito de São Paulo

“Se todo o país seguir esse exemplo e trocar suas lâmpadas por LED, todo o país economizar 50% dos custos com iluminação pública, teremos um impacto bastante considerável”, afirmou Haddad.

A Prefeitura pretende fazer a remuneração da concessionária com recursos da Contribuição para Custeio da Iluminação Pública (Cosip), taxa paga pelo munícipe na conta de luz, destinada às melhorias da iluminação pública. De acordo com a administração pública, a concessão permitirá uma antecipação dos investimentos necessários, limitado aos recursos da Cosip, sem ônus adicional ao tesouro municipal.

Estudos realizados pela Secretaria Municipal de Serviços apontam que a modernização das lâmpadas possibilitará uma economia de até 50% na energia elétrica e dobrará a vida útil das luzes.

O modelo de PPP foi escolhido pela Prefeitura devido à incapacidade da realização do projeto com recursos próprios. Empresas e consórcios de fora do Brasil também poderão participar.

A abertura das propostas ocorrerá no dia 23 de junho. O edital começou a ser discutido em outubro de 2013 e 11 consórcios apresentaram propostas que foram incorporadas ao edital.

Prazos e previsões
O contrato entre a Prefeitura e a empresa vencedora da concessão deve ser assinado no segundo semestre de 2015. Assim que a concessionária assumir, terá um prazo de seis meses para fazer a transição com a Ilume, departamento municipal de iluminação pública.

Após o primeiro ano de contrato, a previsão é que mais de 1 mil quilômetros de avenidas já tenham iluminação nova e que se inicie a modernização dos pontos mais vulneráveis da cidade.

Nesse período, também está previsto a entrega de um Centro de Controle Operacional, que vai permitir a identificação dos locais que tiveram falha na iluminação e estão no escuro, mesmo sem que o morador reclame.

Remuneração
De acordo com a Prefeitura, a remuneração da empresa vencedora será feita pelos indicadores de rendimento da concessionária. O pagamento será feito pelo número de luminárias acesas. Outro critério adotado será a qualidade da luminosidade das lâmpadas.

O prazo para a troca da lâmpada queimada diminui de 72 horas para 24 horas.
“Passada as 24 horas, a empresa vai perdendo o nível de eficiência”, disse Simão. Com isso, haverá uma queda na remuneração da empresa.

O edital fixa uma tolerância de 1% das luzes apagadas para que o pagamento não tenha desconto. Para calcular o pagamento, a Prefeitura vai contratar um verificador independente através de licitação para fazer a medição dos parâmetros da remuneração.

Postes de luz no Centro de São Paulo (Foto: Reprodução/TV Globo)
Postes de luz no Centro de São Paulo (Foto: Reprodução/TV Globo)

Licitação da PPP de iluminação pública paulistana será aberta

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Serviços, comunicou que a licitação para a celebração da parceria público-privada (PPP) para a prestação de serviços em gestão, expansão e modernização da rede de iluminação pública do município de São Paulo, poderá ser acessada a partir do dia 23 de abril de 2015.

O valor estimado do contrato é de R$7.320.000.000,00 (sete bilhões e trezentos e vinte milhões de reais), e seu prazo de vigência é de 24 anos. A PPP da iluminação pública prevê a modernização de aproximadamente 600 mil pontos por tecnologia LED.

O edital será aberto para a concorrência internacional. A empresa vencedora terá cinco anos para modernizar a rede de iluminação, além de eliminar todos os pontos escuros da cidade. Logo no primeiro ano, a previsão é que, ao menos, mil quilômetros de vias tenham sido remodelados, além da inauguração de um Centro de Controle Operacional, que permitirá que se saiba, em tempo, real onde estão ocorrendo as falhas.

A sessão pública de abertura dos envelopes ocorrerá no dia 23 de junho de 2015, às 11 horas, no mesmo endereço, observadas as condições do Edital.

O Edital e seus anexos poderão ser acessados no site: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br/


Expolux 2016 tem nova data de realização

A Feira Internacional da Indústria de Iluminação (Expolux 2016) tem nova data de realização. O evento acontecerá entre os dias 28 de junho e 02 de julho de 2016, em São Paulo (SP), nos Pavilhões Branco e Verde do Expo Center Norte e contará com uma área de exposição  de 34 mil m² .

A expectativa da Associação Brasileira da Indústria de Iluminação (Abilux) e da Reed Exhibitions Alcantara Machado, organizadora do evento, é de que a 15ª edição da Expolux seja ainda maior do que a anterior. Em 2014, a feira contou com participação recorde de 300 expositores, 21 mil visitantes e o lançamento de mais de 600 novos produtos.

Em 2015, a Expolux terá uma versão regional. Será a primeira edição da Expolux Nordeste, que será realizada nos dias 21, 22 e 23 de outubro, no Centro de Convenções de Pernambuco, em Recife (PE). Uma realização da Reed Exhibitions Alcantara Machado, com o apoio da Abilux e do Sindilux, a Feira acontecerá simultaneamente à Feicon Nordeste.

Mais informações: 11 3060-4913


Impacto do dólar sobre o mercado de iluminação

Câmbio desfavorável neutraliza efeitos positivos da crise energética para o mercado de lâmpadas

Ao mesmo tempo em que o elevado custo de energia favorece o consumo de produtos eficientes energeticamente, com a alta do dólar o consumidor não tardará a desembolsar mais nesta substituição tecnológica. É o que estima a indústria de iluminação.

Nos últimos meses houve uma desvalorização do real de aproximadamente 25% – passando de R$ 2,85 no final de ano e chegando a atingir R$ 3,30 – e os fabricantes importadores vêm sentindo dificuldade em fazer este repasse. Uma saída encontrada por eles para diminuir o impacto sobre o consumidor foi a de ganhar eficiência através da diminuição dos custos de operação e do desenvolvimento de produtos apropriados ao mercado nacional com tecnologia mais evoluída. “Mesmo assim, a defasagem em alguns produtos ainda é de mais de 15%”, afirma o CEO da Lâmpadas Golden, Alvaro Diniz.

A dificuldade de repassar este custo para o mercado acontece num momento delicado uma vez que coincide com a elevação do preço das tarifas de energia elétrica. E o governo não desenvolveu um plano de desoneração para produtos eficientes energeticamente que pudesse auxiliar na redução do consumo. Sobre a lâmpada eletrônica, por exemplo, incide 33% de imposto e sobre o LED o tributo é da ordem de 40%. Isto porque ao contrário da lâmpada compacta, que foi desonerada do IPI, o LED – que é um produto até 65% mais eficiente que esta – paga 10% de IPI.

O preço do dólar impacta todo o segmento de iluminação, independente de ter ou não unidade fabril no Brasil. Diniz explica que o grande polo produtor de lâmpadas encontra-se na Ásia, que também fornece componentes e insumos para as montadoras nacionais, uma vez que o Brasil não possui uma indústria de componentes de iluminação em LED.

Este cenário não deve mudar tão cedo porque o mercado mundial de LED está aquecido, especialmente o americano. “Vemos pouca possibilidade de uma redução drástica de custo em curto espaço de tempo por uma demanda elevada dos Estados Unidos, principalmente nos produtos de LED”. Contribuem para isso a retomada da economia americana e a busca pela substituição de tecnologia por uma mais moderna.

Além do dólar, deverão impactar sobre o preço do LED as adequações para atender as normas de certificação que estão previstas para entrar em vigor até o final do ano.

O CEO da Golden afirma que a indústria está absorvendo ao máximo os custos para evitar o repasse integral das variáveis ao mercado, “mas as circunstâncias não nos permite absorver todos os impactos simultaneamente”, avalia. Como consequência, nos próximos três meses o consumidor deverá começar a sentir o impacto da variação da moeda estrangeira, com uma média de aumento estimada em 15%. Seu principal efeito será o de retardar a substituição de produtos para a nova tecnologia LED, neutralizando o aspecto positivo advindo da crise energética, e “postergando a maior redução do consumo de energia na iluminação”, finaliza Diniz.


Sociedade de consumo e o LED como produto durável

Foco na eficiência leva à criação de canal de serviços de iluminação por empresa e lâmpadas

Há​ quem duvide que na época d​os produtos com obsolescência programada​, as empresas estimulem o desenvolvimento de produtos duráveis, como o LED.

Na contramão d​a sociedade de consumo​, a indústria de lâmpadas vem redirecionando seus negócios para​ a​ eficiência energética, ​com uma preocupação real com o meio ambiente, desenvolvendo produtos em que o baixo consumo e a durabilidade colocam em cheque as tecnologias descartáveis e poluentes. Isto explica a reviravolta sofrida pela lâmpada incandescente após 136 anos de existência.

Com uma estimativa de vida de 25 mil horas, o que significa passar até 11 anos sem uma única troca – contra as 750 horas da incandescente, que exigem pelo menos três trocas em um ano,  o LED é prova de que o avanço tecnológico não precisa do consumo excessivo para sobreviver, mas conquista espaço por ser inovador,  gastar menos e durar mais.

​O consumidor ganha um produto mais durável, há uma diminuição na geração de lixo e menos gasto na conta de luz. Grandes usuárias de iluminação são as mais beneficiadas com o LED, com indústrias, hospitais, hotéis, escolas, shopping e principalmente iluminação pública.

Este foco na produção de produtos duráveis levou a indústria a redirecionar seus negócios.  Além de continuar com a distribuição de lâmpadas pela Paulista Business, criamos um novo canal para atender segmentos de mercado, voltado a serviços e sistemas de iluminação, como projetos luminotécnico, gestão de iluminação, e sistemas integrados de iluminação para clientes corporativos e governo. ​Para isso, a Golden criou há três anos uma divisão especializada  em serviços e sistemas de iluminação integrado, a Celena Participações S.A. ​

Trata-se de uma mudança de conceito, que agrega valor à tradicional troca de lâmpada. A substituição de uma tecnologia por outra mais moderna e eficiente deixou de se restringir ao encaixe no soquete. Em nossa opinião o protocolo soquete irá desaparecer no longo prazo, quando os usuários adotarem de vez o LED no lugar das tecnologias ineficientes.

Mas é cedo para isso. Ainda teremos muito “retrofit” de lâmpadas tradicionais para lâmpadas LED. Hoje, o consumo energético é um diferencial competitivo, e a escolha de sistemas de iluminação exigem estudos que direcionem ao uso racional da energia, sem desperdício, e baixo custo de manutenção e compatível ao papel que a luz exerce no espaço em questão.

Ricardo Cricci – diretor da Celena

Sobre a Celena

A Celena é uma empresa de projetos de iluminação e soluções em LED, situada em São Paulo, voltada para atender clientes corporativos de todos os segmentos que precisam aliar economia de energia com baixa manutenção e, que traz inteligência ao sistema de gestão em iluminação pública.


Luz para o futuro

Diante da nova realidade mundial, voltada à sustentabilidade e eficiência energética, o Ano Internacional da Luz, comemorado em 2015, pode incentivar boas práticas e a disseminação de novas tecnologias, como o LED

Por Gilberto Grosso*

O que seríamos sem a luz? De origem solar, térmica ou elétrica, a luz é imprescindível à vida e ao desenvolvimento humano. A luz ilumina e aquece, auxilia na caminhada e provê energia para a sobrevivência, para o conforto, além de contribuir para a saúde e para as atividades produtivas. Por estas e outras razões, 2015 foi definido pela Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) e a Organização para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) o Ano Internacional da Luz e das Tecnologias baseadas em Luz.

A data é uma ótima oportunidade de refletir sobre os benefícios e as consequências da evolução das tecnologias relacionadas ao fenômeno. A luz fez parte de estudos que marcaram a Física, como a proposta ondulatória da luz de Fresnel, o estudo da luz como fenômeno eletromagnético, de Maxwell, e a Teoria da Relatividade de Albert Einstein. Sem luz não há vida – a começar pela fotossíntese – e não há evolução nas mais diversas áreas: ciência, saúde, tecnologia, eletrônica, educação, agricultura, telecomunicação, etc.

Muitas vezes, as pessoas não percebem a importância da luz – até o dia em que ela falta – nem conhecem os grandes benefícios conquistados graças a ela. Fibra óptica que transmite dados na internet, lâmpadas que iluminam, lasers que curam doenças, fotografia, energia elétrica, fotocópias, informática são alguns exemplos de como a luz está presente em nossas vidas e quanto faz parte do desenvolvimento das sociedades e do mundo.

As tecnologias que surgiram a partir da luz trouxeram solução nas mais variadas áreas, mas também inúmeros desafios, hoje, mais do que nunca, relacionados a um presente e um futuro sustentáveis, à adoção de novos hábitos e práticas.

Revolução na iluminação

A iluminação é, sem dúvida, um dos principais campos de uso da luz. Estima-se que entre 20% e 25% do consumo de energia elétrica mundial decorre da iluminação. Da capacidade de iluminar cidades e ambientes depende a ampliação e melhoria de fatores como saúde, conforto, qualidade e expectativa de vida das populações de todo o mundo.

É na área da iluminação, também, que se destaca uma das mais importantes tecnologias criadas nas últimas décadas e objeto de estudos desde então: o LED (Light Emitting Diode), que conta com a mesma tecnologia utilizada nos chips de computadores. Criado em 1963, desde então vem evoluindo e conquistando novas aplicações, sendo o tema de pesquisas dos cientistas Isamu Akasaki, Hiroshi Amano e Shuji Nakamura, que mereceram o Prêmio Nobel de Física em 2014.

Dadas as suas características, o LED chegou para ficar e certamente teremos inúmeras novidades e aplicações que beneficiarão o planeta como um todo. Isto porque a grande vantagem sobre outras tecnologias de iluminação é o baixo consumo de energia (até 90% menos em comparação às lâmpadas convencionais) aliado à eficiência e à durabilidade de até 50 mil horas.

Por outro lado, o País tem ainda muito a avançar na substituição da sua fonte tradicional de iluminação pelo LED, visto que indicadores apontam para um consumo de apenas quatro milhões de lâmpadas de LED anuais, enquanto as compactas fluorescentes ainda representam 200 milhões de unidades, as antigas incandescentes somam ainda 250 milhões, mais 85 milhões em tubulares fluorescentes e 20 milhões de halógenas.

Num momento em que o Brasil enfrenta a ameaça da falta de energia e, algumas regiões, de água, que interfere diretamente na geração de energia elétrica no País, todos os esforços são necessários para a racionalização do consumo, da mudança de hábitos ao surgimento de produtos dotados com a tecnologia.

Indústrias de todo o mundo destinam inúmeras pesquisas para melhorar ainda mais as propriedades do LED de forma a promover maior qualidade de vida às pessoas. Este, certamente, será um dos caminhos mais viáveis para a nova realidade que o mundo passa a viver, marcada pela preservação dos recursos naturais e do meio ambiente.

* Gilberto Grosso é Lighting Professional com ampla experiência na área de iluminação e CEO da Avant, referência nacional em soluções para iluminação.


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